Cidades

Ex-trabalhadores de usina ficam sem salários após mudança de administradores

As reiteradas transições de administradores judiciais da massa falida da Alcopan – Álcool do Pantanal Ltda, nos últimos seis meses, têm prejudicado sete ex-empregados da empresa, que estão sem receber seus salários e outras verbas. Eles foram demitidos no final do ano passado e até hoje não receberam, em desacordo com o que determina a lei trabalhista. 

A empresa entrou em falência em agosto de 2012, mas ainda não teve o processo concluído, que tramita há mais de 10 anos na 4ª Vara Cível de Várzea Grande, sob o comando atual da juíza Sílvia Renata Anffe Souza.

As mudanças de administradores judiciais começaram em agosto do ano passado, conforme o andamento processual disponível no site do Tribunal de Justiça, quando o advogado Bruno Medeiros Pacheco foi substituído pela Alfajud Administração Judicial Ltda.

Recentemente, houve nova alteração e passou a atuar no processo a Valor Administração Judicial, no lugar da Alfajud.

Indignado, um dos ex-trabalhadores procurou o Ponto na Curva e relatou que a juíza autorizou a liberação do pagamento antecipado em favor da atual administradora, no valor de R$ 60 mil, e não liberou o pagamento dos ex-funcionários. Ele não quis se identificar para evitar retaliações, já que também é credor no processo. 

Disse não entender o real motivo da empresa ter demitido o grupo sob a alegação de redução de custos, uma vez que o honorário pago a Valor Administração Judicial é o triplo do que recebia a Alfajud.

O ex-empregado alegou não concordar com o posicionamento da magistrada em trocar os administradores judiciais da massa, já que a situação implica no atraso do pagamento dos salários dos funcionários, “que nada têm a ver com essa situação e que em sua grande maioria são credores da massa e zelam pelo patrimônio, pois tem esperança de receber o que ainda falta dos seus créditos”.

“Por se tratar de um processo de falência, com recurso em caixa, não acho correto o tratamento que está sendo dispensado aos trabalhadores, que têm seus compromissos para pagar todos os meses e não recebem em dia”, destacou.

Outro fator apresentado pelo ex-empregador é que o não pagamento das verbas rescisórias dentro do prazo legal gera multa, o que implica em mais débitos para a massa falida, prejudicando ainda mais a situação dos credores. 


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