Política

Ex-secretário detalha fraudes na Seduc dia 15; empresário tem audiência adiada

Duas audiências sobre os escândalos de desvio de dinheiro envolvendo a Secretaria de Educação (Seduc) foram adiadas por conta da declaração de suspeição da juíza Ana Cristina Silva Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, na semana passada. O esquema veio a público em consequência da Operação Rêmora, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em maio de 2016.

Silva Mendes tem uma filha atuando no escritório de advocacia responsável pela defesa de Alan Malouf, uma das testemunhas-chaves do processo. Ele seria ouvido na quinta-feira (21), mas seu depoimento foi adiado, à espera da designação de outro magistrado dpara conduzir os trabalhos.

O substituto será Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, cuja agenda já estava comprometida com outras demandas. Nova data para a audiência será anunciada, garante a assessoria do juiz, até a data anteriormente marcada.

OITIVA DE PERMÍNIO

Outro que teve depoimento adiado foi o ex-titular da Seduc, Permínio Pinto Filho. Prevista para ocorrer no dia 11 de março, ela foi transferida para o dia 15, às 14h00. Na última terça-feira, Ana Cristina Silva Mendes intimou o ex-gestor e outros seis réus, todos denunciados por organização criminosa, corrupção passiva e fraude em processo licitatório.

"Preliminarmente, ante ao deferimento pelo Presidente do Tribunal de Justiça do usufruto do saldo de recesso nos dias 06 a 11 de março de 2019, resta impossibilitada a realização da audiência designada para a data de 11.03.2019 em decorrência do meu afastamento, razão pela qual redesignoa audiência para o dia 15.03.2019, às 14:00 horas para a oitiva do Colaborador Permínio Pinto Filho, oportunidade em que será conferido o direito de cumprir integralmente o acordo firmado, prestando as informações que sejam de seu conhecimento, úteis para a elucidação dos fatos em apuração nesta Ação Penal, na presença das defesas constituídas", diz a juíza.

A magistrada ainda negou a inclusão da íntegra da delação de Permínio Pinto na ação penal da "Operação Rêmora", já que o procedimento encontra-se em caráter sigiloso. "Sob outro aspecto, resta evidenciado que a Colaboração Premiada de Permínio Pinto Filho consta em tramitação sigilosa no Supremo Tribunal Federal, de modo que o traslado dos referidos documentos para os autos da Ação Penal não se demonstra adequada, na medida em que o Juízo fora comunicado da avença para fins específicos, sem prejuízo da continuidade do sigilo sobre os termos e documentos do acordo", coloca.

Malouf e Permínio delataram os roubos na Seduc e contaram como as coisas aconteciam no governo Pedro Taques (PSDB). Eles implicam suposto esquema de "caixa dois" na campanha eleitoral que elegeu Taques para o Executivo mato-grossense.


Comentários

Siga-nos

Leia as últimas notícias sobre qualquer uma dessas redes sociais!


Últimas Notícias